Era 1969, um ano antes de eu nascer a então psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross publica seu livro Sobre a morte e o morrer.

Onde descreve as 5 fases psicológicas que antecedem a morte.

São elas negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.

Mais tarde o modelo Kübler-Ross, como é chamado, foi difundido para perdas de uma forma geral, divórcio, bens materiais, trabalho e tudo aquilo que podemos perder.

Dor e perda são tão naturais quando o deleite e o ganho.

A dor tem uma característica bem singular, é uma ótima professora, aliada a bons e experientes amigos, para dividir e debater a dor, ela tem um valor inestimável.

Conversando, com um destes bons amigos, ele me disse assim… Você está vivendo o momento sagrado do luto.

É tempo de luto, não de luta. Tempo de abraçar a dor e não se esconder dentre miragens para evitá-la.

Putz! Fez todo sentido pra mim, necessário viver a dor, assim como a alegria e a serenidade, como força constitutiva do amadurecimento.

Como ir adiante, neste processo se fujo dele? Alguém se gradua sem ir a faculdade? É possível matar a fome sem comer?

Quem consegue nadar sem entrar na água? Então como ser humano sem sofrer?

Claro, não generalizo, falo desta situação singular, que vivo no momento, existe muita dor no mundo e óbvio algumas devem ser evitadas.

Antoani Werner Morelli é Psicólogo clínico atua online e de formar presencial em Balneário Camboriú – CRP 12-16602 e WhatsApp 47 9 8822 1970